domingo, 13 de março de 2011

Devagar eu repenso o que eu sinto.
Ouço os susurros de meu instinto
que insiste em se apressar.
Sempre o mesmo pranto retinto
que habita o meu pensar.
Me afasto de mim toda vez que eu minto
pra mim, para quem de mim tentar se afastar.
Me afasto toda vez que pressinto
que tua presença torna a me magoar.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Se tu fosses mais ameno.
Se tu fosses menos moreno.
Se tu fosses mais sincero.
Se fosses exatamento o que eu quero.
Se tu fosses ainda mais calado.
Se tu andasses ao meu lado...
Meu sonho, quem sabe, deixasse de ser alado.
Meu andar um pouco pesado,
seria um andar menos carregado
da tua ausência aqui.
Se tu fosses diferente
talvez não houvesse essa enchente
de saudades de ti.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Meu sonho foi a uma festa a fantasia.
De tão indeciso
Vestiu-se de medo pra disfarçar a agonia...

Se encontrasse algum pesadelo nem de volta viria.
Como se fosse preciso,
Encontrou um desejo e decidiu que lá dormiria.

Talvez acorde um dia...
E de um lamento conciso
Descubra que dele minha vida dependeria.
Pés na rua,
pensamento na lua!
Bem queria minha mão na sua.
Talvez fosse capaz,
embora nem conclua...
De mandar embora a paz
só pra rever a sua imagem crua!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Ciúme não é tão só insegurança...
é instinto de preservação.
Não da espécie, mas do coração.

Como depois da chuva a bonança,
Tudo passa... segue reverberação.
Não abre mão da fuga a intenção.

Não é mera coincidência qualquer semelhança...
todo ciumento duvida da afirmação.
Cada palavra exclama uma indagação!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

"Você se esconde atrás do que?
Da música alta,
da roupa de marca,
maquiagem que exalta...
Do edredon na cama,
da palavra sem alma,
em dizer que ama...
Do perfume indiscreto,
do óculos escuros,
ou cada vez que diz: "prometo"...

Cada vez que o silêncio ressoa
Expõe o que está lá há tempo.
Nem sempre o que é latente ecoa,
o contato esconde o momento."

terça-feira, 11 de maio de 2010

"Percebi que o meu desvelo,

que de tão dedicado,

acabou por demasiado zelo.

Sem pensar em fazê-lo,

sem almejar o predicado,

desejo apenas o encontro marcado

e o carinho que arrepia o pelo"